O Fotográfico como Performance


Sinopse

Uma sessão descontraída que começa com uma breve viagem histórica pelo fotográfico performativo - desde as primeiras experiências que aproximaram corpo e imagem, até às práticas contemporâneas onde fotografar é também agir, ocupar espaço, experimentar o tempo. Esta introdução ajuda a perceber como a fotografia se tornou, para muitos artistas, não apenas registo, mas processo vivo.

Depois desta contextualização, segue-se um diálogo aberto com Joana Maria Sousa, num ambiente seguro onde a partilha de perspetivas funciona como motor de descoberta. A artista fala dos seus métodos, das relações entre corpo e câmara, e de como a performance pode ativar novos modos de olhar e de estar no território.

Uma oportunidade clara e envolvente para conhecer o trabalho de Joana Maria Sousa e explorar como fotografia e performance se cruzam para criar presença, gesto e sentido.

Dinamização: Joana Maria Sousa e Nico Verino

Joana Maria Sousa

Artista visual e cineasta, desenvolve uma prática que cruza fotografia, cinema, pintura, performance, instalação e processos participativos. O seu trabalho investiga sobretudo as relações entre memória, identidade, visibilidade e representação, procurando tornar visível aquilo que muitas vezes permanece oculto.

A sua formação é em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia pela Universidade Lusófona, tem desenvolvido projetos autorais, documentais e comunitários, explorando frequentemente a relação entre corpo, imagem e presença. Foi distinguida algumas vezes a nível nacional pelo seu trabalho em cinema, e em 2017, foi distinguida internacionalmente pelas Nações Unidas com o prémio PLURAL+ pela campanha de sensibilização SEE ACTIONS. NOT COLORS., levando Portugal a uma das mais altas instâncias mundiais.

Atualmente desenvolve trabalho entre cinema e as artes visuais, entendendo a imagem não apenas como registo, mas como espaço de encontro, experimentação e construção de sentido.

Nico Verino

Nasceu em Torres Vedras, em 1982. É Licenciado em Ciências da Comunicação - Comunicação, Cultura e Arte pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Cultura e Artes pela mesma instituição. Trabalha, desde 2008 no Município de Torres Vedras, tendo realizado trabalho no Teatro-Cine de Torres Vedras, Museu Municipal Leonel Trindade. É o atual responsável pela Área de Estratégia Mediação e Apoio à Criação, na divisão de Ação Cultural (AEMAC)
 
Paralelamente desenvolve pesquisa e crítica na área das artes contemporâneas e cruzamentos disciplinares. Entre 2010 e 2012 foi membro da Estufa – Plataforma Cultural, exercendo funções na área da programação cultural e consultadoria. Entre 2007 e 2010 foi membro da Direcção da Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras. Fundou os coletivos independentes Facção Canalha e Colectivo Fantasma.
 
Trabalhou e desenvolveu projectos com André Venceslau, André Trindade, Clara Andermatt, Gonçalo Lobato Faria, Isael Mata Cruz, João Garcia Miguel, João Henriques, Maria Borges da Gama, Maria José Palla, Maria Ramos, Marina Nabais, Marta Lobato, Manoel Barbosa, Manuel Luís Cochofel, Marco da Silva Ferreira, Marcos Barbosa, Luís Filipe Cristóvão, Nuno Côrte-Real, Nuno Clímaco Pinto, Nuno Rebelo, Nuno Vasa, Rui Gato, Rui Matoso, Vânia Rovisco, Vítor Rua, Yonel Castilla Serrano entre outros.
 
Nas horas vagas, acha que é poeta e nunca mais fotografou.

Crédito fotográfico: Joana Maria Sousa

 



5 Dezembro 2026 10:30
Categoria

Colóquio

Local

Centro de Artes e Criatividade de Torres Vedras

Destinatários

Público Geral, maior de 15 anos

Lotação

20 pessoas (lotação mínima 5 pessoas)

Contactos/Inscrições

Inscrições brevemente disponíveis


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